Primeiro INCT com coordenação da UFMA é aprovado pelo CNPq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aprovou, recentemente, um projeto para compor a rede brasileira de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Trata-se do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Oceânicas e Fluviais - INEOF, primeiro INCT aprovado, sendo a coordenação geral da UFMA. Por solicitação do coordenador do INCT-INEOF, professor Osvaldo Saavedra, o Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, professor Fernando Carvalho reuniu-se na manhã desta segunda-feira (06), com parte do comitê gestor do programa, para discussão de assuntos como, instalação do INCT, recursos humanos, criação de redes e competências, referentes ao novo Instituto.

O INCT-INEOF tem como contribuir para o desenvolvimento técnico-científico em uso de energias oceânicas e fluviais, atendendo às demandas da geração de energia renovável para o país, por meio da estratégia de formação de rede capaz de conferir sinergia à produção do conhecimento, desenvolvimento e inovação técnico e cientifica, formação de recursos humanos, divulgação do conhecimento técnico científico e sua transferência para o setor produtivo, sociedade e o Governo. Visa também a colaboração para o fortalecimento da graduação em Química, Engenharias Ambiental, Hídrica, Mecânica e Elétrica e Ciências Atmosférica e Oceanografia, das diferentes universidades envolvidas e com os programas de pós-graduação.

O Instituto terá como membros do Comitê Administrativo os professores, Osvaldo Ronald Saavedra Mendez  (UFMA), Maamar El-Robrini (UFPA), Geraldo Lucio Tiago Filho (UNIFEI), Felipe Mendonça Pimenta (UFSC), Segen Farid Estefen (UFRJ) e demais pesquisadores.

Saiba mais:

Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia - INCTs foram criados por meio do programa de incentivo à pesquisa, em 2009. Esta foi uma iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das Fundações e Entidades de Amparo à Pesquisa (FAPs). A iniciativa reúne cientistas de diversas áreas do conhecimento para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas em áreas consideradas estratégicas para o Brasil. São, hoje, mais de 125 institutos.

Os INCTs funcionam como redes, cada uma coordenada por uma instituição, que reúnem pesquisadores que atuam na mesma área, no intuito de impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. Em sete anos, pesquisadores ligados aos INCTs avançaram, por exemplo, na investigação de doenças (como dengue, tuberculose, obesidade e diabetes), desenvolveram vacinas moleculares para a leishmaniose, criaram um curso de graduação em segurança pública e aprimoraram as técnicas aplicadas à exploração de fontes não convencionais de petróleo e gás. Além disso, as pesquisas dos institutos colocaram o Brasil no centro do debate científico mundial sobre produção de alimentos, economia de baixo carbono e desenvolvimento sustentável. 

Em cinco anos, a produção científica dos 6.794 pesquisadores que integram as instituições incluiu o lançamento de 905 livros. Foram publicados 7.995 artigos em periódicos nacionais e 26.215 em periódicos internacionais. Os cientistas apoiados pelo programa produziram dois dos dez artigos brasileiros mais citados em todos os tempos, consideradas todas as áreas do conhecimento.

Os investimentos nos projetos de inovação apoiados resultaram em mais de 500 acordos de cooperação firmados entre os institutos e empresas, e, até metade de 2013, haviam sido requeridas 578 patentes, das quais 265 foram concedidas e 12 comercializadas. As inovações ganharam a forma de softwares, equipamentos, kits de diagnósticos, procedimentos e políticas públicas. 

Quer ver uma iniciativa bacana do seu curso divulgada na página oficial da UFMA? Envie informações à Ascom por WhatsApp (98) 98408-8434. 
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Fonte: Núcleo de Comunicação da PPPGI com informações do CNPq
Última alteração em: 07/02/2017 14:06